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O mito

O mito corresponde a uma tentativa de apreender a causa (origem) das coisas, resultantes das experiências práticas da vida.

É uma narrativa de uma criação que explica como um facto começa a ser. História considerada verdadeira, relata factos de realidades que envolvem seres sobrenaturais. O mito conta, numa perspectiva sagrada, como o mundo foi criado mas também como as forças sobrenaturais concorrem para o equilíbrio do mesmo.

A necessidade do mito
A necessidade do mito relaciona-se com as necessidades de segurança, controlo e saber sobre o mundo pelo homem. Este encontra nas explicações e significações que constrói, relativas a acontecimentos que vive, referências que lhe permitem sentir-se preparado para o amanhã e fazer frente a ocorrências que, em termos absolutos, muitas delas, não controla e não percebe. O homem do mito já não aceita o acaso e tem a necessidade de evoluir.

Caracterização das explicações mitológicas
As explicações mitológicas caracterizam-se como explicações imaginadas, contando sucessivamente uma história sobre a origem de algo. Relacionam-se com a narrativa da passagem do caos ao cosmos. O homem vive o conteúdo do mito numa perspectiva sagrada, pois nos acontecimentos intervêm seres sobrenaturais.

A mentalidade primitiva e a construção das explicações
Na mentalidade do homem primitivo, sem escrita, à pergunta "o que é?" pergunta como é que algo surgiu. Relaciona a explicação sobre algo a partir e pela sua origem, interpreta a realidade através de símbolos. Descreve-se, assim, como e quando, há muito tempo, um ser sobrenatural criou algo.

O homem do mito constrói as explicações a partir das experiências que vivencia e nestas explicações podemos perceber a sua incapacidade de abstracção. Porem, não aceitando o acaso, tenta perceber o que se passa, pois tem necessidade de evoluir e para tal necessita de conhecimentos e de estabilidade.

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