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Senso comum
O senso comum compreende um conjunto de saberes a partir dos
quais o homem vê (percepciona) e vive as experiências
quotidianas.
Esta forma de saber concorre para a auto-identificação,
do indivíduo, e é uma referência deste na
sociedade em que está. Por outro lado, a própria
sociedade está alicerçada no senso comum.
É um saber constituído sem grande exigência
e também a partir do qual se opera aceitando facilmente
os elementos deste saber.
O senso comum apresenta-se aos olhos de outros homens, que
o questionam, como demasiado imperfeito. É um saber impreciso;
não compreende uma metodologia a partir da qual se descubram
leis para uma melhor - ou verdadeira - compreensão dos
factos; não é reflexivo e é acrítico,
não se questiona nem se apresenta uma atitude crítica
face à realidade; é um saber subjectivo na medida
em que os significados dos materiais adquiridos prevalecem sobre
uma atenção objectiva que vise a verdade; é
superficial na medida em que não tenta desmontar os problemas
e (também) as soluções.
Não obstante, a falta de interesse pela explicação
cabal, em muitas situações respeita importantes
elementos muito valorizados pela ciência. Por exemplo,
na forma de fazer o pão é dado um tempo de descanso,
que para a ciência é a altura de actuação
das larvas. O pão é feito segundo uma receita,
seguida escrupulosamente, sem saber explicar a actuação
das leveduras.
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