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Condicionantes histórico-culturais
O indivíduo no seu quotidiano sofre a influência
de diversos factores que condicionam a sua acção.
São factores, por exemplo, elementos de natureza social,
cultural, histórica, educacional, política e religiosa.
O indivíduo ao nascer encontra-se numa situação
de fragilidade, em muitos casos incomparavelmente a outros animais.
Na sociedade, entre outros da mesma espécie, desde a nascença,
o indivíduo vai adquirindo competências para se
desenvolver e viver com outros. Ao ganho de capacidades associam-se
regras sociais interiorizadas, partes de um todo que é
o indivíduo. A história e a cultura da sua sociedade
de que ele é uma peça - e um representante - condicionam
toda a sua conduta.
A identidade histórico-cultural nas perspectivas internacional,
continental, nacional e regional é uma referência
na sua vida, na relação para consigo próprio
e para com os outros. Por exemplo, um japonês que trabalhe
na Europa, não deixando de estar integrado (aculturado)
mantém na sua conduta diária uma série de
rituais próprios da sua cultura de origem. No Japão,
onde o judo é muito popular, o japonês terá
uma noção diferente da de um português que
desconheça o judo. Poderá este último considerar
a arte marcial violenta. O que para uns pode causar desprazer
para o japonês pode ser fonte de vida.
A forma de viver as experiências é aprendida
no meio cultural. Mas pode o Homem com interesse, inteligência,
tolerância e confiança aceitar diferentes de si,
de forma que elementos adquiridos orientem no comportamento e
não sejam uma prisão com paredes e grades feitas
de regras rígidas e definitivas. Pode também, como
acontece por todo o globo, o apego a uma interpretação
da história e da cultura dar origem ao racismo. Nesta
situação as acções humanas estariam
muito condicionadas pelos referenciais racistas. Outro factor
como exemplo é a religião. O nascimento de um bebé,
momentos como o casamento, a morte, entre outros, são
situações vividas muito sob influência de
factores religiosos e culturais. Por exemplo, o argumento de
um filme de terror em que surgem personagens da sociedade e da
religião (que tenha expressão nessa sociedade)
poderá pôr em evidência os medos mais recônditos
de indivíduos educados nessa sociedade ou que tenham tido
contacto com a religião. Outros que não tiveram
contacto com a realidade que o filme trata poderão não
experimentar nenhum medo.
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