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Condicionantes psicologicas na acção
humana
As condicionantes psicológicas relacionam-se e determinam
a nossa realidade e como tal são subjectivas. Dão
ao indivíduo uma perspectiva única das experiências.
Por razões de ordem afectiva ou intelectual o homem
vê-se orientado nas suas escolhas livres, conscientes e
responsáveis. Sentimentos e emoções podem
por si só gerar e manter condutas, pode o homem sob grande
felicidade esquecer ódios e vinganças e seguir
o seu caminho. No quotidiano, mesmo imperceptivelmente, o cidadão
recebe estímulos que concorrem na estruturação
do comportamento emotivo em virtude de processos de condicionamento,
por exemplo, uma ambulância que passa e a prioridade que
se lhe dá, a patrulha por guardas de unidades de intervenção
poderá ser factor favorável para que umas pessoas
façam um passeio à noite ou fonte de desprazer
para outras. Muitos estímulos apresentam-se ao indivíduo
com um valor simbólico capaz de dar robustez, ou fragilidade,
psicológica à pessoa.
As empresas investem muito dinheiro e os melhores recursos
na protecção das suas marcas. Conforme o ramo,
os nomes estão associados à confiança, honestidade,
qualidade superior, irreverência ente outros (atendendo
a variáveis como o sexo, a idade e a classe) que podem
desencadear nos potenciais clientes a preferência pela
marca. Por outro lado, neste exemplo podemos ver a força
da afectividade quando a marca é associada a algo negativo
na sociedade. Pode levar a enormes prejuízos ou ao fim,
mesmo que a qualidade dos produtos e serviços não
seja posta em causa.
A partir de factores intelectuais poderá o homem, no
âmbito do seu talento, apresentar soluções
através de abordagens técnicas, científicas,
artísticas e até mesmo de ordem prática
que outros não são capazes. No pronuncio de uma
catástrofe a capacidade de detectar indícios, embora
sem certezas, mas actuando preventivamente, fará o indivíduo
ajustar a sua atitude e o seu comportamento aos novos elementos.
Quem não sabe continuará ignorando um potencial
perigo e a fazer tudo como normalmente fez. A partir de capacidades
cognitivas poderá um indivíduo evoluir na Matemática
e na Filosofia e, sob influência dos conhecimentos destas
disciplinas, viver o dia-a-dia de um modo diferente de outro
que não tenha conhecimentos em Matemática e Filosofia.
Os factores condicionantes (afectivos e intelectuais) complementam-se
e influenciam-se mutuamente. Não há uma resposta,
qualquer que ela seja a um estímulo, em que os factores
afectivos, intelectuais, psíquicos, biológicos,
sociais, culturais, religiosos, entre outros, são indissociáveis
em cada ser humano, e como tal, muitas das vezes uns condicionam
os outros. Por exemplo, factores biológicos, em virtude
de uma doença, são determinantes nos nossos estados
psíquicos. Ter muitas capacidades intelectuais capazes
de nos fazerem merecer destaque em muitas situações
e contextos culturais podem não ter grande relevância
em sociedades e culturas diferentes.
O homem é um ser biopsicossociocultural, isto é,
interferem no seu comportamento e acção todos estes
factores (mas não limitados só aos referidos).
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